Algumas vezes me sinto triste
Olho minha vida como um espelho
Que reflete uma imagem opaca
Como um vidro quebrado
Que reflete imagens de quem nunca fui.
Sinto-me só em meio à multidão.
Um barco náufrago em meio a um mar vazio.
Cercado por hipocrisias humanas
Que a sensatez me fez odiar.
Tento ser uma ilha
Sem barcos que me levem a lugar nenhum
Quero apenas fechar meus olhos
E não ver mais nada.
Correr para longe,para perto de mim mesmo
E então dormir...
Subtrair das profundezas do ser
Os medos que o sono esquece
Voltar para o escuro do berço uterino
E antes de nascer, morrer...
Dentro de mim há um vazio
De planetas que giram no vácuo
No silêncio do nada.
Uma dança lenta do cosmos em perfeita harmonia.
Meus ídolos caíram por terra
Meus altares estão vazios.
Cheios apenas com o sentimento do nada.
Com poeira dos Deuses que se foram.
Que morreram sob o peso de muitos anos
Tenho certeza apenas do fim
Que não roubem minha única certeza.
Deixe-me conduzi-la com minhas rédeas.
Segurá-la através dos vales, que só a mim é dado entrar.
E assim...sem medo... ao nada retornar.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
ouroboros
Esquália. Forma délfica voluptuosa. Sinuante serpente edêmica. Androgenia biforme de contrastes criativas. equilibra o universo ao percorrer retorcida o cauduceu. Revelas a criação ao morder tua calda. Leviatã, Samael,Lilith,Naemah. tua pele abriga as formas que não tem fim.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Canis Major
Minhas verdades nada mais são do que mentiras aos ouvidos dos surdos. Eu não afirmo nada, senão para negar.

O EVANGELHO SEGUNDO O LORD BLASPHEMATE.
Escutai oh homens. Estas são as palavras da libertação.
1. A religião são as muletas para os enfermos da mente.
2. Quem espera o messias é servo de sua fraqueza. Cabe aos homens dominá-los.
3. A negação da matéria é a negação da vida. Quem o faz, são cadáveres decrépitos, que pensam ainda viverem.
4. O sacerdote é o vampiro dos parasitas da fé.
5. Reverência pelo temor. Eis o princípio do cristianismo.
6. Maldito seja o fiel seguidor. Mas, mais maldito seja o cientista religioso.
7. Deus é a ausência de inteligência.
8. A ciência. Eis o grande inimigo de Deus.
9. O pecado é o novo nome da virtude.
10. A moral, o dogma, e a religião são o novo cárcere do homem livre.
11. desejar e não querer é o sentimento dos benditos ( malditos ).
12. Esse é o novo tempo. Mudam-se as leis ( não existem mais leis). A moral, instrumento da hipocrisia, morreu no fogo de seu próprio opróbrio.
13. A partir de agora, há a transvalorização das palavras. Que o bendito seja maldito, que o santo, o calhorda e que a palavra cristão, seja a mais injuriosa ofensa.
14. Os pecados são as qualidades que fortificam o ser e sua individualidade.
15. Esses são os princípios dos fortes. Aos fracos... a servidão.
16. A ignorância é o grilhão das bestas que dizem-se humanas.
17. O homem é instinto. Tudo que é contra a natureza, deve ser banido, pois, constitui crime contra a própria vida.
18. Só os idiotas oferecem a outra face. Os homens retribuem a agressão, na justa proporção de cem vezes mais.
19. O ódio é o único sentimento verdadeiro. O amor? Puro desejo da matéria! Enganação dos sentidos.
20. Somente vencidos criam uma religião de piedade.
21. Que tipo de gente pode ver infâmia na nudez e no amor? Apenas o pior tipo de pessoa: O sacerdote!
22. O ceticismo. Eis o Deus do homem livre.
23. Os tijolos do templo: a miséria humana.
Seus altares: a escravidão.
Seus dogmas: a demência.
E seus sacerdotes: a depravação.
24. A seleção natural é a lei do homem. O homem é mau. É a imagem e semelhança de Deus.
25. Crer na recompensa divina é atestar a incapacidade de realizar algo na vida.
26. A crença no paraíso: maior demonstração da egolatria humana.
27. A luz é o esclarecimento da ciência;seu portador, portanto, é o pensamento puro e livre.
28. Todas as religiões são condenáveis. Ou baseiam-se no medo, ou na falsa esperança, ou na negação da natureza humana. São todas excrescência da decrepitude sacerdotal.
29. Quem espera o messias, equipara-se a bovinos esperançosos no matadouro.
30. O ouro, a luxúria e a egolatria, são os alicerces do altar que os homens jamais abolirão.
31. Qualquer forma de controle é um atentado contra a verdadeira vida.
32. Que ser é o maior de todos os sádicos senão Deus, Que adora o martírio da matéria?
33. Maldita seja a choldra, que conhecendo a verdade, permanece na miséria existencial. Libertai homem. Esta é a era da razão.
Só os fortes sobreviverão.
2007 0u o 15º ano da libertação humana .
Movimento Ocultista Luciferiano
T.M.T. Magus VI º
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
META TRANSUBSTANCIAÇÃO ÍGNEA

Deus...
Que purulência rebenta de corpos infectos. Exala seu odor em cadavéricos templos de demência. Que degradação, de mentes abjetas que jactam-se com a falácia da salvação.
Sonãmbules... trânfugas... choldas... reunem-se na camorra de seus templos etéreos, pois não conseguem enxergar e realidade do nada.
Fotofóbicos, pulsilânimes, rastejam com as muletas do sacerdócio. Seu celibato é a injúria mor, que conspurca a dividade terrena, a deusa matéria, a estrela flamejante.
Seus dogmas, são larvas sepucrais, de decrépitos padres, iconólatras da ideologia servil.
Não... Não... Não...
Não posso calar-me!
Meu peito rebenta, com fúria ante tal infâmia.
Minha garganta vocifera as palavras que são como espinhos em sua fronte e
meu verbo é como pregos batidos em sua frágil cruz
Não há mais tolerância, o tempo do cordeiro já passou. Agnes dei morreu, soterrado pelo peso de seu próprio fracasso.
Erga-se o Lobo, EU SOU O LOBO.
Erga-se o Leão, EU SOU O LEÃO.
Cordeiros e lobos não podem viver mais juntos, que morram os primeiros.
Minha carne transubstancia-se, meus olhos são ígneos e eis eu ergo minha fronte.
Nela, um número se destaca. Algarismo ancestral, revelas a plenitude humana.
Sou o alfa, o ômega em minhas mãos encontra-se o capítulo final...
Esta é a hora da verdadeira redenção humana.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
ÂMAGO

Dentro de mim há um demônio, que ruge, rasga e despedaça, as certezas que um dia sonhei ter. Sua saliva é como ácido, que queima minha pele e cega meus olhos. É um grito ancestral que atira ao vento paravras ancestrais de tempos idos e eras mortas, como se fosse a tempestade de areia no deserto infecundo, soterrando templos de magnificência.
Dentro de mim há um demônio, que gerado em meu âmago, causa as dores de uma existência lúgubre. Minhas lágrimas, são como o orvalho que irriga as plantas sedentas de vida, que hoje definham soterradas pela existência do nada.
O alvorecer está próximo. A era das certezas terá primazia ante a hipocrisia do nada. a pálida incompetência pendurada em uma cruz, assistirá impotente o fim do seu império de ilusões.
Eis que chega o tempo de um no aeon.
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