terça-feira, 4 de agosto de 2009
Canis Major
Minhas verdades nada mais são do que mentiras aos ouvidos dos surdos. Eu não afirmo nada, senão para negar.

O EVANGELHO SEGUNDO O LORD BLASPHEMATE.
Escutai oh homens. Estas são as palavras da libertação.
1. A religião são as muletas para os enfermos da mente.
2. Quem espera o messias é servo de sua fraqueza. Cabe aos homens dominá-los.
3. A negação da matéria é a negação da vida. Quem o faz, são cadáveres decrépitos, que pensam ainda viverem.
4. O sacerdote é o vampiro dos parasitas da fé.
5. Reverência pelo temor. Eis o princípio do cristianismo.
6. Maldito seja o fiel seguidor. Mas, mais maldito seja o cientista religioso.
7. Deus é a ausência de inteligência.
8. A ciência. Eis o grande inimigo de Deus.
9. O pecado é o novo nome da virtude.
10. A moral, o dogma, e a religião são o novo cárcere do homem livre.
11. desejar e não querer é o sentimento dos benditos ( malditos ).
12. Esse é o novo tempo. Mudam-se as leis ( não existem mais leis). A moral, instrumento da hipocrisia, morreu no fogo de seu próprio opróbrio.
13. A partir de agora, há a transvalorização das palavras. Que o bendito seja maldito, que o santo, o calhorda e que a palavra cristão, seja a mais injuriosa ofensa.
14. Os pecados são as qualidades que fortificam o ser e sua individualidade.
15. Esses são os princípios dos fortes. Aos fracos... a servidão.
16. A ignorância é o grilhão das bestas que dizem-se humanas.
17. O homem é instinto. Tudo que é contra a natureza, deve ser banido, pois, constitui crime contra a própria vida.
18. Só os idiotas oferecem a outra face. Os homens retribuem a agressão, na justa proporção de cem vezes mais.
19. O ódio é o único sentimento verdadeiro. O amor? Puro desejo da matéria! Enganação dos sentidos.
20. Somente vencidos criam uma religião de piedade.
21. Que tipo de gente pode ver infâmia na nudez e no amor? Apenas o pior tipo de pessoa: O sacerdote!
22. O ceticismo. Eis o Deus do homem livre.
23. Os tijolos do templo: a miséria humana.
Seus altares: a escravidão.
Seus dogmas: a demência.
E seus sacerdotes: a depravação.
24. A seleção natural é a lei do homem. O homem é mau. É a imagem e semelhança de Deus.
25. Crer na recompensa divina é atestar a incapacidade de realizar algo na vida.
26. A crença no paraíso: maior demonstração da egolatria humana.
27. A luz é o esclarecimento da ciência;seu portador, portanto, é o pensamento puro e livre.
28. Todas as religiões são condenáveis. Ou baseiam-se no medo, ou na falsa esperança, ou na negação da natureza humana. São todas excrescência da decrepitude sacerdotal.
29. Quem espera o messias, equipara-se a bovinos esperançosos no matadouro.
30. O ouro, a luxúria e a egolatria, são os alicerces do altar que os homens jamais abolirão.
31. Qualquer forma de controle é um atentado contra a verdadeira vida.
32. Que ser é o maior de todos os sádicos senão Deus, Que adora o martírio da matéria?
33. Maldita seja a choldra, que conhecendo a verdade, permanece na miséria existencial. Libertai homem. Esta é a era da razão.
Só os fortes sobreviverão.
2007 0u o 15º ano da libertação humana .
Movimento Ocultista Luciferiano
T.M.T. Magus VI º
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
META TRANSUBSTANCIAÇÃO ÍGNEA

Deus...
Que purulência rebenta de corpos infectos. Exala seu odor em cadavéricos templos de demência. Que degradação, de mentes abjetas que jactam-se com a falácia da salvação.
Sonãmbules... trânfugas... choldas... reunem-se na camorra de seus templos etéreos, pois não conseguem enxergar e realidade do nada.
Fotofóbicos, pulsilânimes, rastejam com as muletas do sacerdócio. Seu celibato é a injúria mor, que conspurca a dividade terrena, a deusa matéria, a estrela flamejante.
Seus dogmas, são larvas sepucrais, de decrépitos padres, iconólatras da ideologia servil.
Não... Não... Não...
Não posso calar-me!
Meu peito rebenta, com fúria ante tal infâmia.
Minha garganta vocifera as palavras que são como espinhos em sua fronte e
meu verbo é como pregos batidos em sua frágil cruz
Não há mais tolerância, o tempo do cordeiro já passou. Agnes dei morreu, soterrado pelo peso de seu próprio fracasso.
Erga-se o Lobo, EU SOU O LOBO.
Erga-se o Leão, EU SOU O LEÃO.
Cordeiros e lobos não podem viver mais juntos, que morram os primeiros.
Minha carne transubstancia-se, meus olhos são ígneos e eis eu ergo minha fronte.
Nela, um número se destaca. Algarismo ancestral, revelas a plenitude humana.
Sou o alfa, o ômega em minhas mãos encontra-se o capítulo final...
Esta é a hora da verdadeira redenção humana.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
ÂMAGO

Dentro de mim há um demônio, que ruge, rasga e despedaça, as certezas que um dia sonhei ter. Sua saliva é como ácido, que queima minha pele e cega meus olhos. É um grito ancestral que atira ao vento paravras ancestrais de tempos idos e eras mortas, como se fosse a tempestade de areia no deserto infecundo, soterrando templos de magnificência.
Dentro de mim há um demônio, que gerado em meu âmago, causa as dores de uma existência lúgubre. Minhas lágrimas, são como o orvalho que irriga as plantas sedentas de vida, que hoje definham soterradas pela existência do nada.
O alvorecer está próximo. A era das certezas terá primazia ante a hipocrisia do nada. a pálida incompetência pendurada em uma cruz, assistirá impotente o fim do seu império de ilusões.
Eis que chega o tempo de um no aeon.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O nascimento de Vênus-Naemah
Oh bela dançarina! Rodopias nua entre as chamas crepitantes no meio da noite.
Teu corpo, alvo, contrasta com lucubras da noite boreal.
Veja! É equinócio e em tuas pegadas desconexas, impressas no chão, brota flores amarelas.
Toda tua nudez está exposta. A não ser pelo manto de estrelas que reveste teu ombro.
Adornas tua fronte com ramos e galhos.
Faz como os antigos filhos da terra.
Rodopias mais uma vez em torno de Beltame e cai exausta na terra, entre dores e lamentos.
E grita: “vem homens, saciar o ágape das efulsivas paixões”.
Dilacerar cada membro com o olfato do cio grotesco.
E eis que grunhem e resfolegam sobre o himineu sonâmbule. Até só restar pequenos pedaços em suas bocas.
Oh Trolls! Jazem adormecidos ante o orgiático ágape de seus prazeres obscenos.
Títeres da desordem. Consortes do caos. Em teus seio fervilham as larvas estéreis da paixão infecunda.
Nevoa pérfidas consciências em meio ao vale do sepultos.
Adentram em lúgubres templos de choldras servis e temem despertar. Pois, seus olhos gateados, não verão mais o crepúsculo do dia.
São noturnas criaturas rejeitados do Hadez e presos no limbo soturno de seus nefastos agouros.
Felicitam apenas ante a lembrança do líquido vital, que um dia jazia morno em seu paladar nefano.
Mas, como sou mortal, contemplo esta tela fria. Cônscio de meu status de viajante. Espero o raiar do dia para retornar.
Perfídia a opulência de tantos sonhos noturnos. Me é agradável a vida dos mortos.
Piso a charneca estéril. Odor acre , entorpece, nostalgia.
Sobrevive em teu adubo pútrido apenas uma flor.
Que embalada pelo requiém do vento, rodopia entre suas próprias amarras.
Rodopia e gira. Dançando como a antiga bailarina que o corpo adornou.
Teu corpo, alvo, contrasta com lucubras da noite boreal.
Veja! É equinócio e em tuas pegadas desconexas, impressas no chão, brota flores amarelas.
Toda tua nudez está exposta. A não ser pelo manto de estrelas que reveste teu ombro.
Adornas tua fronte com ramos e galhos.
Faz como os antigos filhos da terra.
Rodopias mais uma vez em torno de Beltame e cai exausta na terra, entre dores e lamentos.
E grita: “vem homens, saciar o ágape das efulsivas paixões”.
Dilacerar cada membro com o olfato do cio grotesco.
E eis que grunhem e resfolegam sobre o himineu sonâmbule. Até só restar pequenos pedaços em suas bocas.
Oh Trolls! Jazem adormecidos ante o orgiático ágape de seus prazeres obscenos.
Títeres da desordem. Consortes do caos. Em teus seio fervilham as larvas estéreis da paixão infecunda.
Nevoa pérfidas consciências em meio ao vale do sepultos.
Adentram em lúgubres templos de choldras servis e temem despertar. Pois, seus olhos gateados, não verão mais o crepúsculo do dia.
São noturnas criaturas rejeitados do Hadez e presos no limbo soturno de seus nefastos agouros.
Felicitam apenas ante a lembrança do líquido vital, que um dia jazia morno em seu paladar nefano.
Mas, como sou mortal, contemplo esta tela fria. Cônscio de meu status de viajante. Espero o raiar do dia para retornar.
Perfídia a opulência de tantos sonhos noturnos. Me é agradável a vida dos mortos.
Piso a charneca estéril. Odor acre , entorpece, nostalgia.
Sobrevive em teu adubo pútrido apenas uma flor.
Que embalada pelo requiém do vento, rodopia entre suas próprias amarras.
Rodopia e gira. Dançando como a antiga bailarina que o corpo adornou.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
COMO UMA AVE, ESTOU ALÉM DAS MONTANHAS.
Sinto os meus dias chegando ao fim. Eles escorrem como os grãos de areia em uma ampulheta estéril. Descarno meu corpo, como uma serpente que troca a pele no ciclo contínuo da vida. Sou um ouroboros do meu próprio eu. Agora, que nada mais sou do que morte. Agora, que nada mais sou do que a antítese da existência, me deparo com meu fim. Serei apenas comida para os vermes, poeira para as estrelas. Um sopro, que em sua efêmera existência, deixou nada mais do que uma vaga memória, no plano euclidiano que ocupamos.
Não me compadeço da mísera sorte. Antes, orgulho-me de não andar com muletas, nem esconder meus olhos com a venda da ego-idolatria messiânica. De pé caminho em minha forma humana, que a servidão dogmática insiste em curvar. Com meus braços abertos,sou uma estrela, um petagrama flamejante,que liberta e disperta.
Aceito as coisas como são. Não me escondo no amor, na piedade , no martírio. Aceito as coisas como são. Rasgo a minha carne e exponho minhas víceras. Sofro, mas, mil vezes , cem mil vezes, a enganação dos sentidos, à traição da consciência. Sou o Deus de minha própria miséria
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